REFLEXÃO
"Se ao passar pela vida, não houver decidido ANDAR com CRISTO, lamento, não tens garantia alguma e perdeste o teu tempo de vida."
Pr Joabe Lopes
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A MÚSICA NA LITURGIA DO CULTO
Hinologia
Ef 5:19 / Sl 87.7 / Sl 47.7
Ef 5:19 / Sl 87.7 / Sl 47.7
Em todo o período de avivamento
da Igreja a música é uma das características mais marcantes. Em todos os
momentos que houve profunda devoção e fervor espiritual, cristãos têm sido
inspirados a cantar a Deus, a louvá-lo por meio de letras e melodias
harmoniosas e exaltar SUAS maravilhas.
Um exemplo disso é o hino “Castelo Forte”, de Martinho Lutero, composto
em sua prisão domiciliar. Temos na harpa
cristã outro exemplo clássico de belos hinos cantados por pessoas em diversas
situações.
A MÚSICA NA HISTÓRIA DA IGREJA
Os hinos fizeram parte
da história da Igreja e sempre exerceram papel importante na liturgia. A palavra hino vêm do grego humnós, aludindo
ao cântico escrito em louvor aos deuses ou aos heróis. A sua forma verbal umneo, significa cantar um
hino, cantar louvores (Sl 40.3). A Igreja primitiva, vinda recentemente do
Judaísmo, e ainda sob influência dele, tinha como hinário o livro dos Salmos. Os
textos de I Co14.26, Col 3.16 são passagens que exemplificam o lugar dos
cânticos nos cultos da igreja primitiva.
Embora os Salmos fossem a preferência musical do primeiro século, havia
ainda os cânticos compostos pelos próprios cristãos, a exemplo do cântico de
Maria e de Zacarias, sendo que muitos deles se tornaram conhecidos no mundo de
então e, através da Bíblia, podemos conhecê-los hoje (Lc 1.46-55, 67-79 / Rm
11.33-36). Provavelmente Paulo tenha
feito citação de um desses hinos em Efésios 5.14, embora não se saiba
claramente de se tratar de um corinho primitivo de três versos.
A MÚSICA E O DISCIPULADO
Os cânticos também têm
exercido em todos os tempos um papel discipulador. Eles ensinavam as bases da
fé cristã e representavam as confissões de fé populares. A exemplo do que vêm acontecendo ainda hoje
a música marca didádicamente uma mensagem,fatos,etc. Ambrósio, por volta do século IV
d.C., também foi grande compositor, seus métodos de composição musical ainda
são conhecidos (oito estrofes de quatro linhas cada). Ambrósio repassava para os hinos suas
alegrias em Cristo, comunicava todo seu prazer perante a grandeza de Deus e a
obra realizada através de Seu filho.
A HINOLOGIA HOJE
Na fase atual da
Igreja percebemos um esfriamento no uso dos hinos nos cultos. No período da Reforma, século XVI, Calvino
afirmava que nenhuma forma de adoração a Deus, por mais bem intencionada que
fosse, mas que não estivesse na Bíblia, teria de ser descartada. Desta forma
ele e seus sucessores procuravam cantar Salmos e outros versos das
Escrituras. Os cânticos que
entoamos em nossas reuniões não são como aqueles que vemos fora da igreja. Eles
não devem ser instrumento de busca de prazer para nós. O enfoque não é
esse.
A música entoada na igreja deve direcionar o cristão a adorar a Deus.
Esse sim é o alvo. Aprendemos três
aspectos importantes do louvor no culto em Efésios 5.19, que nos permite
mensurar o seu lugar na liturgia:
1º
exclusiva ao Senhor
2º abrangência coletiva
3º envolvimento pessoal
Isto significa que a
música ministrada nos cultos não deve
ser para entretenimento, pois o seu propósito é EDIFICAÇÂO ESPIRITUAL.
Ritmos
É preciso que se tome
muito cuidado com os ritmos que se coloca nas musicas cristãs. Incautamente pode-de anular a essência e o propósito
do louvor a Deus. As formas de música do
mundo são sensuais e as suas variedades provocam certas emoções fortes
específicas, excitam a natureza carnal, não exercendo qualquer poder benéfico
sobre o espírito do homem.
OS HINOS E A LITURGIA
Liturgia é transliteração
do gr.leitourgía, obra pública ou dever público. Definimos portanto como uma
coleção de formas ritualísticas prescritas, visando a adoração pública. Temos
atualmente cultos específicos realizados dentro dos templos e também fora
deles, e isto implica dizer da necessidade da aplicação do louvor adequado
dentro de cada contexto litúrgico. Podemos
alistar como exemplo alguns CULTOS ESPECÍFICOS realizados comumente:
*(culto) Público/Evangelístico *(Santa)Ceia do Senhor *Batismo
*Apresentação de crianças *Funeral
*Evangelismo ( Cruzadas, etc)
*Aniversários de pastores
*Etc,...
É necessário estar
preparado para apresentar o louvor adequado em cada culto específico, mas para
isso é importante estar PARTICIPANDO
ATIVAMENTE e não apenas ASSISTINDO ao culto. O livro de Salmos 47.7 instrui-nos a cantar
com inteligência, promovendo a unificação da mensagem no culto, e, eliminando a
ambigüidade. Procure
ter uma visão geral do que esta sendo realizado no culto. As harpas cristãs modernas já
trazem orientações de hinos precisos para as liturgias de culto que lá aparecem
como ÍNDICE POR ASSUNTO. Quando abordamos esse assunto
precisamos ampliá-lo e aplicá-lo em outras partes do culto:
-
Cantores (solo)
-
Grupos de louvor -
- Louvores após a mensagem (quando houver oportunidade)
HINOS PRAGMÁTICOS
A igreja atualmente
tem sido atacada pela musica pragmática, ou seja, musica sem origem, sem
procedência. O pragmatismo aborda que
o sentido de tudo esta na utilidade, ou efeito prático, portanto, não
importando a sua matriz.
No pragmatismo o que importa não é a “origem” do que se faz, e sim a sua
funcionalidade. Por isso, os louvores
pragmáticos não têm princípios bíblicos porque a sua prioridade é fazer sucesso
através de mantras de auto-ajuda, alusão à vingança e divulgação da teologia da
prosperidade. CUIDADO: a musica pragmática não tem intenção de promover a edificação espiritual !
MODO DE APRESENTAÇÃO
* Com Alegria - Sl
100.2 / Sl 149
* ( vivo,
santo,agradável)- Rm 12.1
Espero que com o conhecimento bíblico que a igreja hodierna têm, alcance graça para servir a Deus como Ele merece ser servido, e apresente um culto inteligente com louvores que realcem a majestade SANTA.
Fraternalmente,
Pr Joabe Lopes
Fraternalmente,
Pr Joabe Lopes
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